ALEXANDRE
A Mary Renault deve estar aos saltos na tumba. Os seus 3 livros (em Portugal editados pela Assírio) foram estraçalhados da pior maneira: reproduzindo-lhes partes, quase literalmente, fora de contexto ou sem a preparação devida à compreensão.
As 3 horas de filme facilmente se converteriam em 2 mais interessantes se Oliver Stone e os seus produtores compreendessem que Historia e América rimam com dificuldade.
Falta-lhes a fúria e a paixão, como muito bem disse Jorge Leitão Ramos no Expresso.
Sobra a converseta.
ps: foi curioso ver o riso alarve que ia grassando pela sala lotada sempre que Alexandre confirmava o seu amor a Hefestion. E alguma razão tinham, na sua provinciana ignorância, os espectadores, já que o realizador parecia acordar lá de vez em quando, para se lembrar de que a energia da personagem principal também vinha do amor dos que o rodeavam...
Enfim, leiam-se os livros.
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